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O mercado brasileiro deverá viver nos próximos anos uma intensa revolução

Alvo de investimentos de fundos internacionais e foco de atenção das grandes cadeias varejistas, o mercado brasileiro deverá viver nos próximos anos uma intensa revolução. “O crescimento será irreversível, porém quem não se adaptar aos novos tempos será penalizado”, afirmou Ricardo Pastore, coordenador do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM, durante o seminário Varejo Brasileiro: E agora? Para onde vamos?, realizado pela consultoria GrowBiz, nesta terça-feira (2) pela manhã, em São Paulo.

De acordo com o especialista, a expansão do varejo nacional será sustentada por oito pilares: oportunidade, inovação, sustentabilidade, estratégia multicanal, comunicação interativa no ponto de venda, experiência para geração de valor, uso de redes sociais e a nova visão do luxo (leia quadro). “Crescer todos vão, a questão está em saber como cada uma das marcas espera ser percebida pelo consumidor no futuro”, diz Pastore.

Para o consultor Marcelo Cherto, sócio da GrowBiz, a chegada de grandes varejistas estrangeiros ao país, seja pela compra ou fusão com redes locais ou desbravamento do mercado, terá um forte impacto entre os pequenos e médios varejistas. Mas, por outro lado, provocará uma melhora qualitativa em toda a cadeia com a capacitação de fornecedores, canais de venda e funcionários, além da profissionalização do setor e do aumento da qualidade dos serviços oferecidos ao consumidor.

Pilares de sustentação
Os oito pontos que deverão nortear o crescimento do varejo brasileiro nos próximos anos

1) Oportunidade – O Brasil está na mira dos fundos de investimento internacionais pela forma como passou pela crise financeira e pelo poder de compra da população.

2) Inovação – É o caminho mais curto para quem quer crescer e permanecer no mercado. A expansão, avisam os consultores, não permitirá a repetição de fórmulas do passado, exigirá novas iniciativas.

3) Sustentabilidade – É preciso criar indicadores para medir resultados e metas a serem alcançadas. Acabou a era da ideologia, chegou a hora da gestão.

4) Presença em multicanais – O cliente vê a empresa de uma forma única, assim é preciso oferecer a mesma experiência da marca na loja física e na internet. Quando o cliente vê um produto ou uma informação no site, ele espera encontrar o mesmo conteúdo no ponto de venda.

5) Comunicação interativa – Quanto mais o cliente puder interagir com a loja, melhor. Há uma série de tecnologias disponíveis para esse fim, a exemplo dos mais variados modelos de totens.

6) Experiência como geração de valor – O varejo brasileiro ainda é muito dependente de preço. A experiência é um dos principais caminhos para cativar o cliente no ponto de venda e a melhor maneira de transferir valor para o consumidor.

7) Redes sociais – São essenciais para afinar a comunicação com o cliente, devem integrar a rotina do varejo e servir de ferramenta para desenhar o perfil do consumidor, conhecer melhor suas necessidades e expectativas. Não devem ser usadas apenas como um canal de promoção, mas sim de comunicação, a fim de que os seguidores da marca sejam efetivamente o seu público alvo.

8) Novo paradigma do luxo – As pessoas não compram mais marcas, compram conceitos. Ao contrário de outros tempos, o luxo não é necessariamente o que é caro, e sim aquilo que traz prazer, conveniência e uma boa experiência.


Fonte: PEGN